quinta-feira, 26 de agosto de 2021

 

Fé e religiosidade – um dilema do cristianismo contemporâneo


Desde o princípio da história humana, o homem tem necessidade de crer em um Deus, criador de todas as coisas, disposto a conceder salvação aos justos e destruição aos ímpios, um ser perfeito, transcendental que detém o controle de tudo que há no universo. Dessa necessidade existencial é que surge a fé, porém, no mundo atual há uma diversidade de religiões (monoteístas ou politeístas), crenças, doutrinações que levam o ser humano a se apegar na fé ou se desviar da fé. E todos os cristãos têm o velho costume de justificar a sua fé com frases feitas do tipo: Creio em Deus independente da minha religião, religião não salva ninguém, não existe a religião certa ou errada etc…


Qual a origem do conflito entre fé e religiosidade? Qual a diferença entre ser religioso e ter fé? Segundo o Dicionário Scottine escolar com a nova ortografia da língua portuguesa, fé significa: crença, credo, estado espiritual de quem crê em; contrariamente, religiosidade significa: qualidade de quem é religioso, tendência para com os sentimentos religiosos e o que é sagrado. Assim sendo, conclui-se que a fé está intimamente ligada a certeza da existência de um Deus, já a religiosidade nem sempre pode estar ligada a crença em Deus, muito mais direcionada a doutrinas e religiões que não veneram nem exaltam Deus.


Cristo, de forma severa e rígida, advertiu aos seus seguidores que: “Nem todo o que me disser Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus senão aquele que faz a vontade de meu Pai.” Aqui, é possível entender qual a raiz do conflito entre fé e religiosidade e a vasta quantidade de religiões no mundo. A pessoa que tem fé entende as verdades bíblicas, por meio da Bíblia sabe o que é certo e o que é errado para Deus e quando estuda a Bíblia, não se apega a fatos e acontecimentos históricos relatados nela porque tem a consciência suficiente para acreditar que não adianta conhecer a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse e ignorar os princípios, ensinamentos, advertências e consolo deixados por pessoas maravilhosas que registraram o manual de instrução de todo cristão pela inspiração do Todo Poderoso e não pelas suas mãos.


Infelizmente, a religiosidade a ferro e fogo e sem limites faz o ser humano disseminar falsos ensinamentos bíblicos e venerar a inclinação diabólica, religiosidade esta que instiga ações e comportamentos humanos ao ódio, ao caos, o fanatismo, preconceito, acepção de pessoas, apostasia, fundamentalismo e o pior de tudo: violência, perseguição e brutalidades insanamente justificadas pela sua inclinação religiosa.


Quando se tem o desejo de aceitar a Jesus e ter uma vida dedicada a Deus, o que se deve ter no coração é a fé em Um Deus justo, soberano e perdoador, e jamais buscar a Deus por meio de uma religiosidade pautada em heresias, doutrinações antibíblicas e que se diz cristã mas nem de longe faz a vontade de Deus.


Entenda uma coisa: o simples fato de você ter interesse de entender melhor a palavra de Deus e frequentar uma igreja já é a manifestação do Espírito Santo em você! Deus não quer que você seja a pessoa das mais religiosas do mundo, Deus quer você tenha a fé Nele e pela sua fé, abandone o seu passado de dor, sofrimento e infelicidade para começar uma nova vida! Da mesma forma que Deus não aceita todo tipo de religiosidade, Deus se compadece com todo ato de fé e de humildade de quem busca a salvação e a vida eterna.


Escolher uma religião cuja doutrina, ensinamentos, pregação com ordem e decência são sustentadas na Bíblia Sagrada e na vontade de Deus é o primeiro passo para a salvação e um lugar no Reino do Céu. Depois, é preciso fortalecer a sua fé em Deus dia após dia. Aos poucos, todos vão perceber a transformação de Deus no seu caráter, conduta e estilo de vida e, então, será respeitado e admirado pela sua fé verdadeira, qualquer que seja a sua religião. Eduardo Poeta


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