Quando eu deixar de existir...
Seja eu esquecido ou lembrado para sempre,
Não deixarei de morrer sem cumprir o meu legado.
Quantas mensagens possíveis vierem de mim,
Sou poeta e serei poeta até a morte!
Nos momentos em que clamei a transformação do mundo,
Uma vida melhor, digam de mim o que quiser!
Sejam minhas palavras apenas folhas ao vento,
Seja a voz dos mais carentes e necessitados,
Enquanto vivo, vivo a hostilidade de um mundo
Com pouca ou quase nenhuma inspiração e poesia!
A sede de poder, o amor ao dinheiro, a corrupção,
Nada disso apagará o fogo ardente da minha poesia!
Ainda que me peçam para me calar, uma multidão hostil,
Minha voz persistente clamará até o fim!
Só serei silêncio quando tudo de mim cessar,
Quando for o instante de partir e deixar esse mundo
Quem ousaria prender-me, torturar-me ou matar-me
Por causa dos meus objetivos, anseios e ideais?
A poesia ativista e militante é, sim, a poesia que desbrava fronteiras
E com ela, posso ter o mundo em minhas mãos!
Hoje, o vigor da jovialidade, amanhã, a decrepitude da velhice,
Aqui jaz o poeta, mensageiro da paz e do mundo melhor!
Ainda que poucos preservem no coração a minha memória,
Que seja a mais linda lembrança de um poeta e sua poesia...