sábado, 13 de abril de 2024

        Quando eu deixar de existir...


Seja eu esquecido ou lembrado para sempre,

Não deixarei de morrer sem cumprir o meu legado.

Quantas mensagens possíveis vierem de mim,

Sou poeta e serei poeta até a morte!

Nos momentos em que clamei a transformação do mundo,

Uma vida melhor, digam de mim o que quiser!

Sejam minhas palavras apenas folhas ao vento,

Seja a voz dos mais carentes e necessitados,

Enquanto vivo, vivo a hostilidade de um mundo

Com pouca ou quase nenhuma inspiração e poesia!

A sede de poder, o amor ao dinheiro, a corrupção,

Nada disso apagará o fogo ardente da minha poesia!

Ainda que me peçam para me calar, uma multidão hostil,

Minha voz persistente clamará até o fim!

Só serei silêncio quando tudo de mim cessar,

Quando for o instante de partir e deixar esse mundo

Quem ousaria prender-me, torturar-me ou matar-me

Por causa dos meus objetivos, anseios e ideais?

A poesia ativista e militante é, sim, a poesia que desbrava fronteiras

E com ela, posso ter o mundo em minhas mãos!

Hoje, o vigor da jovialidade, amanhã, a decrepitude da velhice,

Aqui jaz o poeta, mensageiro da paz e do mundo melhor!

Ainda que poucos preservem no coração a minha memória,

Que seja a mais linda lembrança de um poeta e sua poesia...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

            Ainda estou aqui - a história do Brasil sem papas na língua e como ela é. Recentemente, uma obra do cinema nacional vem se torna...